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O Consumo de Hortícolas durante a Infância PDF Versão para impressão Enviar por E-mail

No grupo dos Hortícolas, que ocupa a segunda maior fatia da Roda dos Alimentos, encontramos os alimentos que vulgarmente designamos por legumes. Do ponto de vista nutricional, são alimentos que apresentam elevados teores de vitaminas, minerais, fibras e água, e baixo valor energético. Para além disso, contêm, também, compostos que atuam como antioxidantes, substâncias que protegem o organismo de inúmeras doenças.1

As recomendações de ingestão destes alimentos são bastante elevadas, e, para que sejam atingidas, é necessário consumir sopa ao almoço e ao jantar e fazer acompanhar o prato principal por hortícolas crus ou cozinhados.

Contudo, a sua introdução na alimentação das crianças não é uma tarefa fácil, uma vez que estas tendem a rejeitá-los. Este facto é justificável por diversas razões. Por um lado, após o momento de diversificação alimentar, estes alimentos são dados sobe a forma de cremes e papas até uma idade tardia, o que mascara as suas características organoléticas como sabor e textura, e dificulta mais tarde a sua ingestão. Por outro, em muitos casos e à medida que vão crescendo, as crianças são desencorajadas a consumir hortícolas duas vezes por dia, existindo uma tendência para os pais deixarem a sua ingestão para o almoço, refeição normalmente realizada no meio escolar.

Efetivamente, é necessário incentivar as crianças, para que estas considerem o consumo de hortícolas uma regra essencial do seu dia-a-dia alimentar. Para que isto se torne uma realidade, é perentório ensinar às crianças, desde cedo, a importância de uma alimentação saudável e a relação entre hábitos alimentares e saúde.

2No caso concreto dos hortícolas, é fundamental aproveitar as suas potencialidades sensoriais para tornar os pratos mais apelativos. A título de exemplo, poder-se-á dar forma e cor ao prato principal com a incorporação de vários hortícolas preparados de formas diferentes. No que respeita às sopas, é importante variar os hortícolas incluídos, uma vez que a repetição dos mesmos sabores poderá estar na génese da sua rejeição pelas crianças. Outra forma de facilitar o consumo de hortícolas na infância, é através da sua incorporação na confeção de estufados, arroz e massas como se faz habitualmente na Fraterna, onde se incluem couve-branca, cenoura, courgette, brócolos, beringela, feijão-verde, alho-francês, tomate, entre outros. Para além destas, combinar os hortícolas preteridos com alimentos preferidos e envolver as crianças não só na seleção dos hortícolas a incluir nos pratos, como também na sua confeção, podem ser estratégias facilmente adotadas e usadas para incrementar o consumo de hortícolas pelas crianças. Por fim, também no que respeita aos hábitos alimentares, os filhos são o reflexo dos pais, devendo por isso o consumo de hortícolas estar generalizado por todos os membros da família.

Lembre-se que dentro da grande variedade de hortícolas existentes, cada um apresenta características próprias e insubstituíveis... Por esta razão, varie o mais possível e dê cor à alimentação de toda a sua família!

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*Nota: Imagens retiradas do website www.gettyimages.pt

 

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